NÍVEL DE SATISFAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS DAS FARMÁCIAS PORTUGUESAS: O CASO DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Maria Isabel Barreiro Ribeiro, António José Gonçalves Fernandes, Francisco José Lopes De Sousa Diniz

Resumo


O trabalho é um dos aspetos mais relevantes na vida de um indivíduo. Para além de permitir a produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades da sociedade, é de extrema importância, quer para as organizações, quer para a saúde e bem-estar dos trabalhadores. A literatura tem evidenciado as relações positivas existentes entre a satisfação dos trabalhadores com os níveis de produtividade, a qualidade dos produtos e serviços oferecidos e a própria imagem das organizações. Este estudo avalia o nível de satisfação com o trabalho, na perspetiva dos profissionais de farmácia, em seis dimensões, nomeadamente, Segurança com o futuro da profissão; Apoio da Hierarquia; Reconhecimento pelos outros do trabalho realizado; Condições físicas do trabalho; Relação com os colegas; e Satisfação com a profissão. Na recolha de dados, que decorreu de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013, foi utilizada a Escala da satisfação com o trabalho validada para Portugal por Pais-Ribeiro & Maia (2002). Participaram neste estudo 105 profissionais de Farmácia Comunitária do Distrito de Bragança, dos quais 41% eram Farmacêuticos, 32,4% eram Técnicos de Farmácia e 26,7% eram Técnicos Auxiliares de Farmácia. Os profissionais tinham idades compreendidas entre os 21 e os 65 anos, sendo a maioria do género feminino (65,%). Registou-se um nível de satisfação global com o trabalho moderado (Média = 4,3; DP±0,653) numa escala de 1 a 6. Tendo em conta as várias dimensões da satisfação com o trabalho, verificou-se que o nível de satisfação variou de moderado a elevado, tendo-se destacado a Relação com os colegas e o Reconhecimento pelos outros do trabalho realizado com níveis elevados de satisfação. Este estudo revelou existirem diferenças, estatisticamente, significativas, quanto à satisfação com o trabalho, na dimensão, Apoio da hierarquia, entre as categorias profissionais (Χ2=12,686; p =0,046<0,05) e as classes etárias (Χ2=8,397; p=0,038<0,05). São os mais novos e os farmacêuticos os que, em maior número, menos apoio sentem receber da hierarquia. Dada a relevância da satisfação com o trabalho, quer para o bem-estar dos indivíduos, quer para o crescimento e desenvolvimento das organizações, a promoção do bem-estar do trabalhador pode conduzir a comportamentos por parte do trabalhador que afetam positivamente o funcionamento organizacional refletindo-se este na própria imagem da organização.

Palavras-chave


Trabalho; Satisfação; Recursos Humanos; Farmácia Comunitária; Portugal

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ISSN: 2178-4833