MOBILIDADE URBANA E SEGREGAÇÃO: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS CALÇADAS DO DISTRITO JARDIM ÂNGELA/ SÃO PAULO - SP - BRASIL

Jane da Cunha Calado, Dayana Brainer da Silva Furtado, Romildo de Souza Dias, Cristiano Capellani Quaresma, Diego de Melo Conti

Resumo


Problemas físicos de mobilidade urbana implicam em imobilidade socioeconômica. Esta questão se faz presente nas discussões relativas aos deslocamentos de pessoas entre as áreas periféricas e centrais, sobretudo de grandes cidades de países em desenvolvimento, à exemplo da cidade de São Paulo no Brasil. Os problemas urbanos afetam a toda a população citadina, porém recaem mais fortemente sobre a população mais pobre, a qual sofre com as variadas formas de segregação socioespacial. Mas o que se pode dizer em relação à população pobre, que reside em lugares de elevados índices de vulnerabilidade social, e que se caracteriza por apresentar mobilidade reduzida, à exemplo dos cadeirantes e dos idosos? O objetivo deste estudo foi selecionar o Distrito da cidade de São Paulo que apresentou o maior Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS), conforme dados do Censo Demográfico 2010, e identificar as principais irregularidades encontradas nas calçadas, observando o disposto na legislação municipal e normatização vigentes. Foi realizada pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, constituindo um Estudo de Caso e utilizou-se como instrumentos de pesquisa o levantamento bibliográfico e a avaliação técnica em campo. Para isso, a seleção das vias avaliadas se deu por meio de sorteio, obedecendo aos princípios da aleatoriedade. As vistorias técnicas realizadas no período de maio a julho de 2018 possibilitaram verificar a precariedade dos passeios públicos, bem como a ausência de critérios técnicos e de respeito à normatização na sua construção e manutenção. Espera-se que os resultados ora apresentados e discutidos contribuam para com ações do poder público ligadas à gestão das cidades, sobretudo aquelas relacionadas a melhorias das condições de acessibilidade e mobilidade em áreas periféricas, contribuindo assim para a construção de cidades mais justas e inclusivas.

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ISSN: 2178-4833